Dia Internacional da Saúde Mental: Reflexões e (Des)Equilíbrios Jurídicos

No dia 10 de outubro, celebramos o Dia Internacional da Saúde Mental. Sim, é aquele dia em que a gente para um pouco (ou tenta) para pensar na importância de cuidar da mente. Afinal, a saúde mental é para todos, inclusive para aqueles que, como nós, vivem no meio de processos, prazos e petições. E convenhamos, os profissionais do Direito também precisam de uma dose extra de autocuidado, pois a nossa rotina, cheia de embates, não é exatamente um spa.

Saúde Mental: Uma Visão Geral

A saúde mental é um estado de bem-estar emocional, psicológico e social. Influencia diretamente como pensamos, sentimos e agimos ao lidar com a vida. Mas o que torna isso um desafio? A resposta é simples: a vida real, com suas demandas, surpresas e o famoso “último prazo” que chega sempre junto com aquela audiência surpresa.

Muitas vezes, a rotina de um advogado parece um filme de ação (daqueles em que o protagonista não tem um minuto de descanso). E enquanto a gente se preocupa com as crises existenciais dos outros, quem se preocupa com as nossas? Fica a reflexão… Afinal, há momentos em que a saúde mental precisa ser tratada com a mesma prioridade que a revisão de um recurso.

Os Desafios dos Advogados e a Saúde Mental

Ser advogado é um pouco como ser bombeiro: apagamos incêndios o tempo todo. A diferença é que, no Direito, os incêndios são metafóricos (embora a sensação de estar em chamas seja bem real). A sobrecarga de trabalho, a competição do mercado e a necessidade de estar sempre atualizado podem levar ao esgotamento. Aliás, se o estresse fosse passível de indenização, advogados estariam sempre pleiteando o dano moral!

E não são só suposições: o estudo PerfilADV – 1º Estudo sobre o Perfil Demográfico da Advocacia Brasileira, realizada pela OAB Nacional em parceria com a FGV, aponta que, apesar de ser uma das profissões mais estressantes, apenas 14% dos advogados buscam terapia para lidar com as pressões diárias. Segundo o levantamento, 42% dos advogados relatam ter sintomas de ansiedade, e 31% apresentam quadros de depressão. Mesmo assim, apenas uma pequena parcela recorre ao acompanhamento terapêutico, o que demonstra uma necessidade de maior conscientização e acesso a esses cuidados entre os profissionais da área. A questão que fica é: por que, em meio a tanta pressão, ainda resistimos tanto em buscar suporte?

Tem também a expectativa dos clientes, que acham que você é o Doutor Estranho e pode manipular a realidade jurídica a seu favor. Ah, se a vida fosse um filme de super-herói! Mas, na prática, a capa serve só para esconder as olheiras. E enquanto eles perguntam “doutor, vai ganhar?”, você pensa “vou ganhar só se for um abraço de conforto depois dessa semana”.

Advogando e Sobrevivendo: A Vida no Criminal

Agora, sejamos francos: advogar na área criminal é uma arte à parte. Além de explicar para os amigos que você não é cúmplice dos seus clientes (“mas, doutor, ele disse que não fez!”), ainda precisa manter a mente no lugar enquanto lida com os casos mais inusitados possíveis. Afinal, só um criminalista entende a sensação de receber uma ligação às três da manhã para socorrer um cliente que jurava que só ia “dar uma voltinha” e acabou preso em flagrante. E é claro que sempre tem aquele comentário clássico: “Doutor, sou a favor de que bandido bom é bandido morto, mas meu filho aqui é diferente, ele é só um menino que se perdeu…” Nessas horas, o advogado precisa de uma boa dose de equilíbrio para não responder: “E eu sou só um advogado que precisa de uma folga!”

A Importância da Saúde Mental para a Advocacia

A saúde mental tem um impacto direto na forma como exercemos a advocacia. Um advogado em equilíbrio emocional tem mais clareza para analisar os casos, mais empatia para lidar com os clientes e, claro, mais resistência para enfrentar os desafios diários. Por isso, é essencial reconhecer os sinais de esgotamento e buscar ajuda quando necessário. Não é à toa que muitos escritórios já incorporaram o tema da saúde mental em suas políticas de bem-estar, incentivando os profissionais a cuidarem de si mesmos. Afinal, uma mente tranquila pode ser a diferença entre uma petição bem redigida e uma cheia de “automático do Word” no meio.

O Que Fazer para Manter a Mente em Ordem?

  1. Autocuidado não é frescura: Lembre-se, você tem o direito de se cuidar. É como sempre dizem (ou deveriam dizer): “Se você não cuidar da sua saúde mental, não vai sobrar cabeça para entender aquela jurisprudência complexa.”
  2. Pausas estratégicas: Um bom café pode ser revigorante, mas um passeio no parque também ajuda. E, se alguém perguntar o que você está fazendo lá, diga que é uma nova técnica de brainstorming jurídico.
  3. Terapia: Sim, é um investimento. Afinal, do que adianta uma advocacia bem-sucedida se a sua cabeça está prestes a explodir? A terapia pode ser o recurso que vai ajudar você a manter o equilíbrio emocional diante daquele cliente que insiste que viu tudo em uma “série jurídica” na TV e acha que já sabe o desfecho do caso. Vale a pena considerar se juntar aos 14% que já deram esse passo.
  4. Desconectar-se de vez em quando: Desligar o celular no fim de semana pode parecer impossível, mas, às vezes, é necessário. Afinal, você não precisa ser a Siri de todos os seus clientes, disponível 24 horas por dia para responder perguntas sobre o andamento do processo.
  5. Meditação e Breathwork: Não, meditar não é coisa de “místicos” apenas. Fechar os olhos, respirar fundo e tentar esvaziar a mente por alguns minutos pode ser a diferença entre ter um dia de trabalho produtivo e querer jogar o computador pela janela. O breathwork, ou exercícios de respiração, também ajuda a acalmar o sistema nervoso. Afinal, respirar fundo é essencial antes de explicar pela décima vez que “a Justiça não é tão rápida quanto no filme”.
  6. Alimentação e Atividade Física: Manter uma alimentação equilibrada e incorporar exercícios físicos na rotina não serve apenas para manter a forma, mas também para cuidar da mente. Aquele tempo na academia ou a caminhada no fim do dia podem ser a pausa perfeita para organizar os pensamentos. E uma alimentação mais leve pode evitar aquela sensação de “peso” antes de redigir um parecer complicado.

Saúde Mental no Direito: Uma Questão de Justiça Consigo Mesmo

Cuidar da saúde mental é um ato de justiça pessoal. E se a nossa profissão tem algo em comum com a saúde mental, é que ambos exigem equilíbrio. No Direito, buscamos o equilíbrio entre as partes. Na vida, buscamos o equilíbrio entre a pressão dos prazos e a necessidade de cuidar de nós mesmos. O famoso “jus esperneandi” pode até ser um direito processual, mas não vale a pena aplicá-lo contra si mesmo quando o assunto é autocuidado.

Uma Reflexão Final

Lembrar-se de que a saúde mental é fundamental não apenas para nossa vida pessoal, mas também para nosso desempenho profissional, é um passo importante. Afinal, advogar é uma arte que exige concentração, equilíbrio e, por vezes, muita paciência (santo recurso!). Cuidar da mente é cuidar da nossa principal ferramenta de trabalho: o cérebro. E, sejamos honestos, ele precisa estar tinindo, até porque, na próxima semana, aquele prazo de 48 horas não vai se resolver sozinho.

Então, neste 10 de outubro, que tal dar uma atenção extra para a sua saúde mental? Porque, afinal, o Direito é uma batalha constante, mas não precisa ser uma batalha solitária.

Não se esqueça: O Escritório Prudente Advocacia está pronto para te ajudar. Entre em contato conosco pelo telefone (WhatsApp): (44) – 99712-5932 ou pelo E-mail: contato@prudentecriminal.adv.br.

Neemias Moretti Prudente, Advogado Criminalista. Mestre e Especialista em Ciências Criminais. Bacharel em Direito e Licenciado em Filosofia. Professor e Escritor.

Publicado por Factótum Cultural

Um amante do conhecimento, explorador inquieto e ousado, que compartilha ideias e expande consciências pelo vasto universo.

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